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Caroline Bigarel, 22 anos, bem menos como blogueira, carioca, nascida em 11 de setembro, porém ainda não foi considerada uma terrorista, é apaixonada pelo teatro e pelo mar. Vez ou outra arrisca tirar um som de seu violão, adora fazer novas amizades e raramente se encontra de mau-humor, desde que não seja acordada no horário em que aprecia estar dormindo. Futura jornalista, uma de suas maiores paixões é escrever. E escreve para a vida ter mais sentido, ainda que saiba que poucas pessoas realmente lerão suas tosquices.


"Atenção: esta vida contém cenas explícitas de tédio nos intervalos da emoção. Quem não gostar que conte outra, ou vire artista e faça sua própria versão. Aqui não tem segunda sessão."

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Meus novos devaneios, aqui: Aqui.
Não há melhor maneira...
Sindrome de Forrest Gump
Tempos Modernos
"...Porque vida de moleque é vida boa..."
"...Porque brasileiro deveria ser verde e amarelo ...
"...Não tinha medo o tal João do Santo Cristo, era...
Enquanto isso, em algum lugar da Orkutosfera...
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terça-feira, janeiro 02, 2007




Meus novos devaneios, aqui:


Aqui
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# Postado por Carol às 3:41 PM


domingo, outubro 15, 2006


Não há melhor maneira...

Achei que eu iria ter idéias para a vida toda. E acho até que, de certa forma, terei. Mas não é o que está acontecendo no momento: se eu páro um minuto para deixar a inspiração fluir, logo minha mente é infestada por besteiras que seriam impraticáveis de serem colocadas no papel, digo, no ar, digo, no Blog! Quando não muito, sou dominada pela minha auto-crítica e me auto-censuro: ultimamente não tenho escrito tudo aquilo o que penso e tudo o que quero dizer não sai exatamente como eu gostaria que fosse dito. E, por causa dessa pseudo-escassez de acontecimentos, meus posts têm sido muito raros por aqui, o que antes apareciam num intervalo de uma semana, passou a possuir a frequência de um mês e, atualmente, só quando pinta uma luz no fim do túnel capaz de iluminar meus dias nesse breu profundo de idéias.
Após ter visto umas dezenas de blogcídios e outros que, sem pompas ou atestados de óbitos simplesmente deixaram de existir e pendem no ar como estáticos no tempo, pensei seriamente em como eu também estava cansada de "brincar de blog". E percebi também, em como isso aqui foi uma parte importante da minha vida. Foram três anos praticamente completos de insanidades que ocorriam no meu dia a dia. Talvez eu tenha crescido, pode não parecer mas, dos dezenove aos vinte e dois anos, muita coisa muda no nosso modo de ver as coisas e eu percebo que esse sentimento de auto crítica não é exatamente o mais indicado para quem quer blogar. Não para quem quer blogar como eu: detesto escrever um post e fazer o que eu não fazia antes: ler e reler e por vezes, apagar sem nenhum dó ou arrependimento.
Comecei a escrever blogs por influência de uma modinha que na época dominava qualquer internauta, assim como hoje é o Orkut. E não me arrependo: pelo "Cala a Boca" fiz muitos amigos (simplesmente porque tem gente maluca que gosta do que eu escrevo), mas também não agradei a todos. Nunca quis dar lição nenhuma aqui, nem tentar passar um lado engraçado, nem mostrar que sou genial ou que sei escrever: muito do que escrevi sou eu tentando me esconder ou tentando mostrar algo pra mim mesma. Por este blog, eu me paixonei por palavras, escrevi mais do que deveria e menos do que gostaria, o que me cansou. Cansei da cara desse blog, cansei dessa boca gritando sabe-se lá o quê, cansei do layout, cansei desse endereço, simplesmente, cansei. E então, chegou o momento de dar um tempinho nisso aqui que foi uma fase que me fez crescer como nunca. Uma fase onde ficam as lembranças e a saudade de um tempo feliz, incrivelmente feliz. E a certeza de que, essa fase de afastamento tornar-me-á uma pessoa melhor e cheia de novidades para contar quando eu voltar. É, eu volto. Enquanto isso, ficam as amizades que podem me procurar pelo e-mail, MSN, Orkut... Amizades que vou levar até elas não me aguentarem mais na vida delas. *Chuinf*

(Esse foi o texto mais difícil que já escrevi aqui...)


# Postado por Carol às 3:31 PM


sábado, agosto 26, 2006


Sindrome de Forrest Gump

Quem é que nunca contou uma mentirinha na vida? Fosse para despistar algum conhecido chato que a gente encontra no dia a dia, ou então para justificar aquele atraso, aquela falta no trabalho, ou até mesmo para apimentar uma conversa 'marromeno', o fato é: quem nunca mentiu que atire a primeira pedra. Eu mesma já contei alguns causos, porém, como diria Nelson Rubens: eu aumento, mas não invento!
Enfim, todo mundo já meteu o pé na jaca nesse quesito, contudo, existem pessoas que conseguem ser exageradamente mentirosas, ao ponto de já não saberem mais aonde começou e onde terminou tal mentira. E foi navegando por uma comunidade sobre o tema no Orkut, que achei coisas bizarras e percebi o quanto a mentira está bem presente no nosso cotidiano. Quando a coisa chega nesse estágio é preocupante e mais ainda quando você se depara com amigos que, contam com a maior naturalidade, histórias que deixariam qualquer filme de Steven Spielberg no chinelo, como os depoimentos abaixo, realíticos, acredite se quiser!

"Tenho um colega que contou que tava no Habib's aqui com a galera, entrou uma barata pela janela, a barata entrou no kibe dele e saiu voando! SAIU VOANDO LEVANDO O KIBE!!!"
(Essa foi forte, pelo amor...)

"Um amigo meu falou que estava fazendo Rapel... quando a corda do amigo dele quebrou... o amigo dele conseguiu ficar pendurado na ponta do tênis dele ate chegar o resgate!!!"
(Meu deus, isso daria uma boa manchete no fantastico!!!!!)

"Tenho um amigo que bate recorde, ele fala coisas absurdas e um dia ele falou que fez tanto calor na rua dele, que chegou a ver uma pedra estourar!"
(Efeitos paranormais da imaginação ilimitada...)

Já tive várias amigas e amigos que deixariam o Pinóquio com inveja, uma delas, teve a ousadia de contar-me com detalhes e naturalmente que, ao andar toda lépida e feliz com sua família pelas ruas, começou uma grande ventania, cuja qual, deixou-lhe sem opção a não ser agarrar rapidamente num poste, que ela segurava firmemente enquanto seus pezinhos pairavam flutuando no ar, até que a ventania se dissipasse.
(E se ela ler isso, acredito que a sindrome do filho oco de Gepeto se acentuará nas explicações...)

Finalizando, é muito bom quando utilizamos de certos artifícios para incrementar uma conversa, mas pera lá, tudo tem seu limite! Se você foi soltar pipa num dia de muita ventania, não diga que teve que fazer a pipa usando quatro cabos de vassoura e uma lona, pra ser mais resistente. Que ao invés de usar linha 10, usou corda. E ainda pra manter o equilíbrio da pipa, a rabiola teve que ser uma singela corrente de ferro, que ninguém vai acreditar mesmo, e os créditos da amizade serão compreensivelmente perdidos. Porque, quando você acha que teu ouvinte está lá todo entretido escutando teus relatos, na verdade ele só está sendo simpático e percebendo o quanto você está pagando de babaca. Isso porque eu nem abordei a questão de relacionamentos. Sinceridade, hoje em dia muito escassa, cai bem, obrigada!


# Postado por Carol às 9:33 PM


sexta-feira, julho 28, 2006


Tempos Modernos

Curta


Deborah Secco ficará literalmente à seco. A atriz revelou que fará um laboratório artístico, ao afirmar que ficará dois meses sem sexo, para encarnar o espírito da nova personagem que fará na novela: uma freira, má e virgem.
A abstinência sexual será para o seu papel na novela Pé na Jaca, de Carlos Lombardi, que substituirá Cobras & Lagartos a partir de novembro.
Se Falcão (vocalista do O Rappa) suportar a experiência além-profissional da noiva, eu juro que mudo o nome deste blog e fico caladinha.
Humpft! Como eu odeio sensacionalismo.

Modernização


Depois de seis meses em obras, finalmente liberaram o elevador social do meu prédio, então parado, deixando o de serviço tão sobrecarregado, que por diversas vezes, seus ruídos estranhos me fizeram desejar que o oitavo andar não fosse tão distante. Eis então que, para a minha alegria ou decepção, fui a primeiríssima moradora a estrear o novo elevador. E então, toda lépida, lá fui eu adentrar o ambiente luxuosamente reformado. Sim! Um luxo só: ar condicionado, espelho panorânimo, relógio, som ambiente e termômetro, que até agora pergunto-me qual será a real função de um medidor de temperatura dentro de um elevador(?). Será que algo ficará quente lá dentro?
Enfim, só faltou um pequeno sofazinho, para que o trajeto "portaria-seu andar" se torne um verdadeiro oásis. Tudo muito perfeito, se o elevador não fosse desligado a todo o momento por contenção de energia. Assim como também, seria o maior barato se ele não fosse tão lento, quase mais lento que o de serviço, deixando saudades do antigo elevador: simples, porém eficiente!
É por essas e outras que um dia o homem ainda será um escravo paranóico da tecnologia que cria! Esse é o nosso admirável mundo novo... E eu ainda admiro aqueles elevadores de madeira escura, em que abre-se uma porta sanfonada de ferro, remetendo-nos à uma época muito remota, cuja qual provavelmente não vivemos. Vai me entender!


# Postado por Carol às 9:41 PM


quinta-feira, julho 13, 2006


"...Porque vida de moleque é vida boa..."



Domingo de família, o irmão mais velho da casa, juntamente com os primos que estavam de visita, aproveitaram para jogar animadamente um joguinho de futebol no PlayStation do mais novo, quando de repente, por ironia do destino -ou não - o aparelho quebra, justamente nas mãos daquele que costuma levar sempre a culpa de tudo: o primogênito, fazendo o irmão mais novo chorar desesperadamente.
Para que a mãe não desse ao cara malvado uma bela sova, ele e os primos, levam o menorzinho para brincar... de bola!
Antes da partida, o irmãozinho ficava louco de ódio quando a turma ia escolher os jogadores para a "pelada" e os dois craques principais selecionavam um jogador para cada time, alternadamente. No fim, sobravam sempre três e dentre esses três, o guri era um deles... daí os dois craques ficavam negociando os três em troca de um jogador só do outro time, tipo : "Passa o Paulinho pra nós e vai o Toninho, o Carlinho e o Fernando prá voces..."
O pior era que o outro ainda falava : -"Ah não, você vai levar vantagem !"
Era duro, ficavam os três pequeninos, os olhinhos brilhando de vontade de jogar, vendo os caras negociando seus passes como se fossem um peso no time, sem valor nenhum...
E após decidido os times, lá ia o gurizinho, correndo desesperadamente atrás da bola, fazendo sua estúpida e desapercebida participação naquele jogo. Chegando em casa, lá estava ele: todo sujo, suado, acabado, dando risada das piadas que os maiores faziam dele mesmo, mas feliz.
Ele não perdeu, nem ganhou, apenas... brincou.
Diz aí, quem é que nunca foi "café-com-leite" na infância?
Mas é uma graça, viu!?


# Postado por Carol às 12:00 PM


domingo, junho 11, 2006


"...Porque brasileiro deveria ser verde e amarelo até em jogos do Botafogo..."



Ano de Copa Mundial é aquela coisa: tudo muito lindo, os brasileiros animados, a galera do futebol na expectativa de gritar "a taça é nossa!", o Brasil enfeitado de verde e amarelo de fio à pavio e a esperança de aumentar o número de estrelinhas na camisa patriota. O problema é que essa animação toda se resume às vesperas de Copa do Mundo, como se esse fosse o único motivo de nós, brasileiros, mostrarmos nosso amor ao país. Basta abrirmos as janelas de casa, para observarmos um país que, de preto, branco e cinza - as cores naturais de uma cidade grande - cedem espaço para o verde, o amarelo, assim como em menores proporções, o azul e o branco, sempre pincelados com tonalidades diversas das cores que representam nossa mata e nosso ouro. As lojas que abrem o estoque de camisas da seleção nos mais variados modelos, os produtos incrementados por motivos festivos e sempre carregados de alguma promoção que nos remeta a consumí-los em troca de uma bola, bandeirola ou corneta nas cores do estandarte, tudo isso para que ninguém sinta-se de fora das comemorações. O país está pronto, a seleção está pronta, todos estão ligados no Galvão Bueno estragando a narração e, emocionados, percebemos um Brasil que canta o Hino! Um Brasil que canta Hino em futebol.
Ano de Copa Mundial é aquela coisa: todo mundo esperando o hexacampeonato e, porque não, a bomba do Brasil, talvez numa final, como ocorreu lá em 1998, contra a França? Ihhh, pronto. Lá veio a chuvinha de torcedores revoltados, me xingando. Queridos, guardem os elogios para a titia, eu também já fui muito mais esperançosa quanto aos jogos brasileiros e torcedora mais fervorosa nas copas quadrienais, até perceber que o Brasil pode não ser o País do Futebol. A partir daí, eu acho tudo muito clichê no tocante dos mundiais, que, caso nos tragam um resultado não muito esperado, trazem junto com eles, um Brasil sem cor, como fotografia preto-e-branco, sem alegria, sem esperanças, sem sorriso no rosto, com blusas verde e amarelas guardadas no fundo da gaveta, um Brasil que acha que vice não é bom resultado e, principalmente, um Brasil que não canta Hino Nacional.


# Postado por Carol às 1:31 PM


domingo, maio 21, 2006


"...Não tinha medo o tal João do Santo Cristo, era o que todos diziam quando ele se perdeu..."

Dentro da delegacia, o Agente fazia meu Registro de Ocorrência: fui furtada sem perceber, dentro de um coletivo. Abriram a minha mochila e retiraram minha carteira - recheada - não de muito dinheiro, é claro, mas de coisas valorosas para mim, porém, sem nenhum valor - tenho certeza - para o ladrão. Qual o prazer de roubar uma estudante?
O mal é que eu ainda percebi algum movimento estranho atrás de mim, na bolsa, mas, como o ônibus estava cheio atrás, nem me liguei que poderia estar sendo furtada. Só dei a falta da carteira, quando cheguei em casa e fui procurá-la para pegar dinheiro. Fiquei revoltada! Sabe quando você tem uma carteira de estimação? A minha era assim, até coleções de ingressos antigos, tinha. Agora lá vou eu para a maior mão de obra: tirar novos documentos, comprar nova carteira (que nunca substituirá a outra, por mais igual que possa ser e ainda assim, nunca será), e arrumar dinheiro, pois ao todo, somando com transporte rápido (quem mora no rio sabe dos cartões eletrônicos que, diferente do nome, só atrasam a vida dos passageiros) e mais dinheiro que tinha lá dentro, obtive um prejuízo de cem reais!
Não há dinheiro que pague a vida, é verdade, mas se eu tivesse percebido ali, o que estava acontecendo, aquele cara não faria absolutamente nada, era o típico ladrãozinho pé-de-chinelo, que por sinal, está cheio aqui no Rio de Janeiro: subtraiu a minha carteira dentro de um ônibus, sem que eu me desse conta e, aposto não ter sido a primeira e nem serei a última pessoa a sofrer este tipo de roubo. Mas o pior de tudo, foi na delegacia: o agente me entregou três pastas grossas com retratos falados e fotografias de bandidos, para eu ver se por acaso tinha sido assaltada por algum deles e disse:
- Isso é para você se divertir um pouquinho...
A cada fotografia que eu olhava, me apavorava mais. Eu estava numa delegacia que não mantêm presos ali, imagina como é o clima numa Penitenciária? Os retratos falados mostravam a verdadeira realidade da violência: cada um mais pinta braba que o outro. E tinham crianças no meio, com fichas criminais, que qualquer um diria ser de um desses grandes e temidos bandidos. É assustador. Contudo, o que me impressionou mais, foi a foto de um criminoso, em que, rabiscado de caneta em cima do retrato, havia escrito: "Já fui..." e uma cruz desenhada. Cada um que interprete da forma como quiser isso daí, que foi escrito pelos policiais.
Enquanto eu prestava meu depoimento, um policial carregando um fuzil gigantesco, entrou na sala, dizendo que outro policial havia sido baleado na cabeça, numa troca de tiro com bandidos. Saí da DP revoltada com tantas coisas, principalmente com a tranquilidade que os agentes policiais recebem os casos, de tão acostumados que estão com aquilo e com a frequência em que ocorrem. Quando eu estava saindo, entrava um rapaz jovem, que acabara de ser abordado por um assaltante na rua.
E agora, os meus dias vão se seguir, sem o mesmo sabor de quem nunca havia sofrido um furto na vida...


# Postado por Carol às 10:44 PM