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Caroline Bigarel, 22 anos, bem menos como blogueira, carioca, nascida em 11 de setembro, porém ainda não foi considerada uma terrorista, é apaixonada pelo teatro e pelo mar. Vez ou outra arrisca tirar um som de seu violão, adora fazer novas amizades e raramente se encontra de mau-humor, desde que não seja acordada no horário em que aprecia estar dormindo. Futura jornalista, uma de suas maiores paixões é escrever. E escreve para a vida ter mais sentido, ainda que saiba que poucas pessoas realmente lerão suas tosquices.


"Atenção: esta vida contém cenas explícitas de tédio nos intervalos da emoção. Quem não gostar que conte outra, ou vire artista e faça sua própria versão. Aqui não tem segunda sessão."

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quarta-feira, dezembro 29, 2004


Acontece nas Melhores Ceias Natalinas...

-Um pedaço de pavê caído no pé de uma tia...
-Uma prima perguntando: "Acho que passarei a virada com esta camisa de cor laranja. O que será que significa esta cor?" E a avó de boa vontade responde: "Laranja? É isso que vc está vestindo."
-Priminho pequeno escrevendo cartinha para o Papai Noel.
-Tiazona feliz porque ganhou uma Boneca Amiguinha de natal, seu sonho de infância.
-Todo mundo caindo de sono pelos cantos da casa.
-Um pagode às alturas para sacanear o vizinho que gosta de música clássica. ( E eu nem detesto pagode...).
-Rabanada deliciosa longe do alcance de todo mundo.
-Panetone ruim pra caramba a vista e à vontade.
-Xuxa Meneghel Especial na Rede Globo.
-Pudim de queijo ralado. (E eu só descobri isso depois que entupiram meu prato. Detalhe: eu detesto pudim de queijo).
-Árvore recheada de presentes sem identificação.
-Retorno para casa num Chevete velho do tiozão, que não fechava nem a porta.

Agora vc deve provavelmente estar se perguntando se a minha família é normal. Absolutamente. Pensando bem, até que o saldo foi positivo. Pelo menos me diverti pra cacete!

Agora, virada na praia. Copacabana. Até ano que vem pessoal !!!


# Postado por Carol às 3:30 AM


sexta-feira, dezembro 24, 2004


Então é Natal...

...e o que vc fez?...O ano termina...e nasce outra vez!



O que eu fiz? Acho que num balanço geral, nada. Realmente não teve um ano mais improdutivo em toda a minha vida como foi este ano de 2004, mas não tenho do que reclamar. Foi um dos anos mais aventureiros, mais engraçados, um dos que eu mais aprendi com tudo na vida. Fiz amigos, revi conhecidos, desfiz laços de amizades antigos, foi o primeiro ano longe da escola que eu adorava, conheci novas pessoas, amei com todas as forças o teatro e me aventurei pela primeira vez no universo blogueiro. E me apaixonei por tantos e me desiludi também. Este ano vai ficar guardado num lugar especial nas minhas recordações e na de todos aqueles que acompanharam a minha trajetória relatada em cada postagem no Cala Boca Já Morreu, desde os tempos de Blig, depois de Weblogger. E tudo ficará lá, guardado e registrado. Não sei bem quando terei a coragem de reler aquilo tudo que já passei. Tem períodos que marcaram e deixaram muitas saudades em mim. Outros, relembro com carinho gostoso e vontade de reviver aquelas situações. Arrumei também um trampo e ano que vem inicio minha faculdade de Jornalismo. Continuo na esforçada tentativa de formar minha cia. de teatro e levar minhas peças para o palco, fazer muita merda pela vida afora. Me desiludi com a carreira militar, vivi um tempo triste, outro alegre, outro otimista e ainda sonho com minha vida em BH.
Dia 25 é Natal, estarei reunida com minha família, alguns parentes que não vejo, acho, desde o natal passado, vai ser bom matar as saudades. Quero rir um pouco, quero me empanturrar de Panetonne de Chocolate, de Chester, de Peru, tender, de rabanada, uvas passas e toda aquela comilança típica natalina. E depois disso, virá o reveillon. Eu passarei na praia, em Copacabana, como sempre, assistindo a tradicional queima de fogos.
E assim a vida vai caminhando e, sinceramente, se meu próximo ano for tão bom quanto este foi, eu estarei plenamente satisfeita!
E desejo à todos vcs, meus leitores, um Feliz Natal e um Próspero Ano Novo (apesar de achar isso bem demodê). E que venha 2005 abençoando nossas vidas!
Não sei se atualizarei o blog antes da virada, a menos que me acontece coisas estranhas nessa ceia familiar... (o que eu não duvido nada!)


# Postado por Carol às 2:59 AM




Ahn?!

Mendigos de rua realmente devem ser bastante solitários, portanto, nada demais se encontrarmos algum por aí falando sozinho,conversando com uma árvore, coisa e tal. Só que daí a colocar um óculos de grau no tronco, é meio muito, não?
Bem, quem sabe ela não "disse" para ele que era míope?


# Postado por Carol às 1:55 AM


quarta-feira, dezembro 22, 2004


E minhas risadas foram ouvidas a km de distância...

Lanchonete KFC. Carol acompanhada da irmã e priminho de seis anos. Oras, uma criança nessa idade se lambuza ao comer e precisa lavar as mãos. Ok. Nada demais até aí, certo? Errado. Brenninho lavando as mãos e um homem, atrás dele, fazia uma suposta fila de espera. Após chegar a sua vez, coloca uma sacola enorme das Lojas Americanas no chão ao lado do lavatório, enquanto enxagua as suas mãos. E enquanto isso, eu continuava a esperar pelo meu primo, que neste instante enxugava as mãos.
O Fato:
Brenno: Cadê o lixo? Ah, aqui! (E apontou para a sacola do moço)Ih! Tem uma boneca no lixo! (Dá de ombros e taca o papel dentro da sacola do cara).
O homem no mesmo instante tirou as mãos de debaixo da torneira e retirou os papéis que meu primo havia jogado em seu pacote de natal.
Silêncio Constrangedor. Dez segundos depois:
Homem, Carol e Andressa: kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk.
Brenno: *Envergonhado*

As coisas bizarras não acabaram por aí. Estava eu e minha irmã (como sempre), andando por Copacabana, quando passa um playbozinho, se achando o tal e olhando fixamente para nós, quando, assim que vai passar pelas ditas-cujas, tropeça fatalmente num paralelepídedo solto na calçada e ainda dá uma risadinha frouxa e diz:
"Essas ruas esburacadas né..."
Nem preciso dizer que fiquei séria, né?

Metrô lotado. Homem de quase dois metros de altura em pé, na minha frente, de costas para mim. Eu sentada. Freada brusca do metrô. Homem dá alguns passos cambaleantes para trás. Rum... ainda bem que se reequilibrou, porque senão, seria o fim do meu Panetonne de chocolate. Aí eu realmente não iria rir...

Não, quem me acompanha desde o Cala Boca Já Morreu dos tempos de Weblogger, sabe que eu tenho uma sina horrorosa: Ser atropelada pelos carrinhos de pipoca. Já me acostumei com essa idéia, mas pera lá, quase ser atropelada por um pipoqueiro vestido de Papai Noel, já é meio muito, né?

Bem, acho que chega. Como percebem, a produtividade micótica tá em alta esta semana...e a falta de idéias idem.


# Postado por Carol às 1:40 AM


sexta-feira, dezembro 17, 2004


Carol e as Baratas ou Carol e Joe tem Algo em Comum?

Para início de conversa, ou melhor, de postagem, já vou logo avisando: este post é bem nojento. Portanto, se você está comendo neste exato momento, aconselho nem seguir viagem. Se você é fresco(a), pior ainda, favor parar por aqui. Caso deseje prosseguir, é por sua conta e risco, e caralhos, não quero saber de processos regurgitofágicos nos coments, porque eu fui bem clara, ou, indo direto ao assunto, este post falará do inseto mais bizarro, mais tosco, mais repugnante e também mais besta e metido - sim, elas são metidas! - As Baratas.
Mentira do ser humano que disser que não tem pavor de uma. Se não tem, é porque não teve a honra de experimentar a sensação de ver uma caindo em cima de você. Ou então, não teve o sortilégio de viver numa residência infestada por elas. Está certo que o prazo de validade da detetização (ou dedetização?) do meu apartamento já está vencido, mas vamos lá, um ou dois dias, não era para ter aparecido tantas assim. Às vezes chego a pensar que elas ficam na espreita tricotando a respeito da melhora maneira de invadir a sua paz. Formam seus exércitos e aparecem em batalhões, daquelas minúsculas, que chegam a formar placas pretas no chão (ainda mais se ele for branco). Verdade, não pensem que estou exagerando. Estou literalmente vivendo como o protagonista do filme Joe e as baratas. Sabe quando você sai em plena escuridão, na calada da noite e acende a luz, aquelas bichinhas arrogantes começam a correr em todas as direções, algumas chegam a se chocar umas com as outras, e você tenta desesperadamente tirar o pé da passagem, para que nenhuma delas "esbarre" nele durante o arrastão? Pois é, assim está o estado do lugar em que moro. E quem disse que esses inseticidas que vendem em qualquer esquina aí, funcionam? Pelo contrário. Essas baratinhas conseguem ficar incrivelmente resistente a qualquer um desses produtos e depois, cadê que você consegue matá-las com aquilo? Só na base da chinelada mesmo, mas... ainda me falta muita coragem para ouvir "crec" a todo momento. No mais, não quero depois ter de lavar meu chinelo e tirar dele os pedaços do cadáver desse inseto repugnante.
Gostaria tanto de ter a visão bonitinha da baratinha de quando eu era pirralhinha e escutava aquela música: "A barata diz que usa só perfume da Avon, é mentira da barata ela usa é Detefon...rá rá rá...ró ró ró..."
Por falar em baratas, cuidado: elas podem ser terrivelmente assassinas: por causa de uma, já vi uma colega quase despencar janela abaixo e no meu caso, um copo de vidro caído quase no meu pé, faria um estrago impressionante.
Fora os reverses estomacais que podem acontecer quando você se depara com um casal lindo: Sr. e Sra. Barata acasalando. Que meigo. Só falta os filhinhos. Minha irmã jura que já avistou uma trocando de pele, como fazem as cobras. E certa vez vi duas baratas andando em circulos, como se estivessem a bailar. Sim, vai ver que eles tem vida social e badalada como nós, humanos, afinal de contas, para eles, também devemos ser insetos peçonhentos e horrorosos. E pior ainda: Gigantes!!!

Credo. Porque eu escrevi um post desses? Estou enojada... No mais, só não vou deletar esta merda porque a falta de idéias e imaginação para atualizar o Blog anda meia escassa, então, vai essa budega pro ar mesmo.

Pensando: Falta do que fazer é phoda!
Ouvindo: Às 3 da matina? Barulhinho chato do MSN-Messenger, sempre ele.



# Postado por Carol às 3:00 AM


segunda-feira, dezembro 13, 2004


A Festa Balzaquiana

Eu simplesmente detesto o condomínio em que moro. Não por ele ser habitado por condôminos chatos e sem graças, mas porque simplesmente nele não se encontra absolutamente nada para se fazer. Praticamente toda a área aberta e inutilizada que cerca o "Parque Residencial Eldorado" (que para mim não passa de EL Negro), é ocupada por árvores, matos, jardins e pinheiros, que só são úteis no natal para servir de apoio aos piscas piscas que ali são pendurados, ou melhor, jogados de qualquer maneira, apenas para dizer que foi enfeitado tipicamente. Toda esta área, na minha opinião, deveria ser desmatada para que as crianças -em quantidade inimaginável em meu condomínio- (imagina!), teriam ao menos uma área de lazer para brincar e os cachorros, como a minha Dulce Maria por exemplo, não pegariam tantas pulgas e carrapatos por conta da floresta que me cerca, ou mosquitolândia. Não que eu seja contra a natureza, até sou adepta àquela música "Um lugar de mato verde...pra plantar e pra colher", só que eu não tenho uma casinha branca de varanda, nem um quintal e uma janela. Não, uma janela eu tenho, que aliás, tem uma visão es-pe-ta-cu-lar: o bloco vizinho. Sabe, as vezes é até divertido espiar a vida alheia, principalmente quando você se dá conta que as pessoas podem ser mais engraçadas do que se imagina. Só que como meu tempo é curto e meus surtos de fofocagem não são frequentes, eu gostaria de chegar na minha janela e admirar as ondas no mar quebrando na orla ou então, já que falo de mato, ao menos uma floresta decente e não um protótipo mal feito e mal cuidado que só serve para fazer as criancinhas perderem suas bolas de tênis, ping-pong, e etecéteras mais dentro dela. No mais, meu divertimento tem sido apenas jogar aviõezinhos de papel em dias de ventania só para vê-los parar dentro de um apê vizinho ou tacar pedrinhas de gelo para afugentar os garotões metidões da minha visão (lógico, sem intenção de acertá-los).
Pois bem, é vivendo neste conjunto de pedras preciosas (sim, observe os blocos: A- Ametista, B- Brilhante, C- Cristal, D- Diamante, E- Esmeralda), que chegou o dia da comemoração Balzaquiana do prédio.
Ainda não lhes contei que meu edifício adora uma comemoração. É festa de Dia das mães, natal, crianças, dos pais, enfim, a última delas foram os trinta anos de existência de um dos blocos, justo o que eu moro. Então, todos sabem que, onde há comes e bebes, há gente. Onze andares, oito apartamentos por andar, fazendo os calculos são oitenta e oito apartamentos, sendo que cada um deles carrega mais ou menos três ou quatro moradores. Cada apartamento levou um prato de doce ou salgado e, como não existe área de lazer, os carros tiveram de ser retirados debaixo dos pilotis e arrumado uma vaga perto dos matagais, para que as mesas pudessem ser colocadas ali. E assim a festa começava. Uma música brega, ao gosto religioso da síndica, seguida por uma reclamação e uma troca por um forró mais brega ainda. Ninguém dançou. Os comes terminavam antes de chegar a minha mesa. Faltou copo para os bebes. Refrigerante nenhum, apenas refrigerecos. Tudo bem, nada contra. Os pratos ficavam guardados na portaria e, numa súbita passagem minha pelo local, flagrante: os porteiros se deliciando às escondidas... Agora entendi porque os melhores quitutes nem chegavam ao local da festa. No mais, eu aproveitei e roubei uns cuscuzinhos antes que terminassem. E esse cuscuz tinha uma aparência bem estranha. Enganou os convidados que acreditaram todo o tempo que saboreariam um delicioso sorvete. É, bizarro.
Logo depois, quando eu já me habituara ao clima amistoso da festa, fomos todos abordados por intrusos. Sim, o pessoal dos outros blocos. Porque no meu condomínio funciona assim: Se a festa foi no bloco 1, o 2 e os demais não entram. Pois bem, difícil controlar esses penetras, se não há salão de festa e fomos acomodados em baixo dos pilotis. Meu amigo de bloco, um pervertido que virou santo e que dividia a mesma mesa comigo, se irritou e quis bater nos furões. Pronto, estava armada a confusão. A síndica, desesperada, desligou o alto som brega e falou no microfone em alto e bom som que havia intrusos no local (como se ninguém soubesse). Finalmente, eles saíram correndo.
A festa terminou antes da meia noite. Talvez porque neste horário todos virassem abóboras. Subi para meu apartamento frustrada com meu presente de amigo oculto (tenho uma baita má sorte) e me contentei que passaria o restante da noite assistindo Saturday Night Lives na Sony. Tosqueira. Minha tv foi dar problema justo na hora do meu Favorite Show. Não aparecia a legenda e eu não entendo inglês. Ok. Desliguei a televisão e fui dormir. Ô dia produtivo!


# Postado por Carol às 3:53 PM


sábado, dezembro 04, 2004


O Concurso

Um ano de estudo para nada. Ok, tudo bem que eu nem estudei tanto assim, porque no meio do ano eu já estava saturada dos livros e cadernos. Ainda assim estou completamente cansada. Nunca prestei concurso mais chato em toda a minha vida. Acontece que, chegar em pleno local de evento de ralização das provas às oito da manhã e tomar chá de cadeira até as dez horas, não foi lá muito interessante para uma pessoa que estava morrendo de sono. Por falar em sono, tive um súbito ataque de sonolência-pós-noite-mal-dormida no meio da prova. Comecei a achar que não haveria jeito. E eu tentei dormir cedo na noite anterior, mas minhas pálpebras sequer me obedeciam. Resultado: eu brigando contra a natureza para que meus olhos não se fechassem no meio da prova e consequentemente minha cabeça tombasse em cima da mesa. Um horror. Enquanto eu tentava ler as questões da prova, na minha mente só vinha a imagem de uma cama fofíssima cuja qual eu tiraria um belo cochilo.
Bem, deixemos de falar do sono, porque de tanto falar já estou quase dormindo outra vez. Mudando de assunto, eu simplesmente devo ter encontrado com todo mundo que estudou comigo em remotos tempos escolares por lá. Bom rever os amigos. Bom perceber também que alguns nem sequer lembram da sua existência. E melhor ainda reencontrar uma velha amizade que praticamente lhe obriga a "dar uma volta" após a prova para colocar as fofocas em dia. Enquanto isso, eu almejava suplicantemente por minha casa, meu querto e de preferência, a minha cama!!!
Agora, falemos de coisas produtivas além-bela-adormecida e vamos aos prós. Sim, porque nem tudo são contras. Ok, apesar do meu balanço final ter sido péssimo, pois mesmo sem saber gabarito ainda, tenho certeza que consegui ir muito mal, tirei importantes lições deste bizarro concurso:
1-Nunca quero fazer parte da Força Aérea.
2-Homens de farda conseguem ser ridiculamente metidos.
3-É melhor eu começar a pensar em fazer faculdade particular.
4-Para o 3 ocorrer, melhor eu arrumar um trampo rapidinho!

E no mais, volto depois para contar o tamanho da bomba. Vou tirar um cochilinho atrasado...


# Postado por Carol às 8:49 PM